Galeria de Fotos – 1º Encontro de Jovens Pesquisadores


Terça, 29 de novembro de 2011 – 20:00


Dia 03 de novembro de 2011

Fotografias de Mathilde Molla

 



Galeria de Fotos – Abertura 9º Encontro SBPJor


Terça, 29 de novembro de 2011 – 19:50


Dia 03 de novembro de 2011

 

Fotografias de Mathilde Molla

 



Galeria de Fotos – Painel 2


Terça, 29 de novembro de 2011 – 19:35


Dia 04 de novembro

Fotografias de Mathilde Molla

 



Galeria de Fotos – Painel 3


Terça, 29 de novembro de 2011 – 19:30


Dia 05 de novembro de 2011

Fotografias de Mathilde Molla



Panelaços online


Domingo, 6 de novembro de 2011 – 16:18


Como fazer política real no mundo virtual

por Nathalia Levy

O relógio da CPM marcava 15h30 em ponto e apenas uma pessoa ocupava as sete cadeiras da sala do Pontão da Eco, enquanto aguardava o início da oficina de Webativismo. Uma rápida visita às salas onde aconteciam as outras três oficinas revelou que o sábado ensolarado acabou prejudicando o comparecimento dos congressistas às atividades. Os oficineiros estavam presentes e o equipamento funcionando. Faltava, no entanto, o público.

Aos poucos, no entanto, ficou claro que nem todos os ausentes desfrutavam a areia branca das praias cariocas. Tratava-se mesmo do típico atraso carioca. Pouco depois das 15h40, outros cinco participantes já dividiam a sala com Gustavo Barreto, um dos fundadores da revista Consciência.Net, jornalista das Onu e doutorando na Escola de Comunicação da UFRJ. Gustavo pediu que os presentes lhe explicassem o interesse no tema – e não foi surpresa quando todos revelaram profundas preocupações sociais aliadas a uma curiosidade quanto à possibilidades de intervenção no mundo virtual.

Pouco tempo depois, mais três atrasados se juntaram ao grupo: eram agora por oito cabeças interessadas em fazer a diferença pela grande rede. O número estava começando a melhorar, porém ainda longe de atingir os 17 inscritos. Gustavo logo tratou de analisar separadamente a web e o ativismo. O segundo termo, por exemplo, foi citado por Paulo Freire em sua Pedagogia do Oprimido: aquilo que pode carregar a não-reflexão de que toda ação precisa. “É como se o ativismo fosse um botão, e nós simplesmente o apertássemos para que ele passasse a funcionar”, considerou Gustavo. Para ele, o ativismo é toda ação que envolve atividades conjuntas da sociedade civil, o que pode acarretar graves problemas quando movimentos que não estão acostumados a conviver se juntam em prol de um mesmo ideal.

Entre o material trazido pelo pesquisador, organizadamente agrupados em uma pasta com o nome “SBPJor” em seu computador pessoal, muitos vídeos, algumas fotos e sua dissertação de mestrada, que fundamentou sua fala na oficina. A essa altura, mais dois jovens já haviam se juntado ao grupo. Um vídeo que mostrava soldados israelenses armados e palestinos portando pedras chocou os presentes, abrindo a discussão sobre direitos humanos, visivelmente a área que mais interessa Gustavo.

“Thomas Jefferson já dizia que os direitos humanos eram verdades autoevidentes, logo não possuem definição, todo muno sabe ou imagina o que são, quais são e que se formaram de forma espontânea”, analisou. “E já explicarei o que essa história de direitos humanos tem a ver com webativismo”, emendou animado. O vídeo seguinte mostrava cenas da recente ocupação de Wall Street. Lá, cidadãos – muitos deles historicamente excluídos -conseguiram ter voz. Com uma linguagem bem diferente e humanizada, as imagens trouxeram inspiração ao grupo.

E quando se fala em cyberativismo é impossível não citar o WikiLeaks e suas consequências: uma história em que web, ativismo e direitos humanos são os personagens principais. Até o presidente Lula com “toda sua solidariedade ao Wikileaks”, entrou no debate provocando boas risadas, mas também reflexões importantes. “O WikiLeaks provocu três tipos de reações: as políticas, no sentido ruim, as despreparadas e as boas, mas inocentes, como no caso do ex-presidente”, pontuou Gustavo. Ainda sobre o site, explicou todos os bastidores: do desejo do servidor de fechar a página e não poder por ser movido a dinheiro até a parceria entre empresas de cartões de créditos para acabar com as doações que apoiavam Assange, repreendida pelo grupo de hackers Anonymous.

O tempo já estava acabando mas o grupo, em plena interação, não parecia querer o fim da oficina. Antes de fechar o dia, a oficina e a própria SBPJor – as oficinas da Meio a Meios, a semana de jornalismo da UFRJ, terminaram depois do encerramento oficial do encontro-, uma das últimas considerações de Gustavo foi sobre o fenômeno crescente da midiatização, explicando que há várias ações ocorrendo pelo mundo, mas é transversal a vontade de gravar e divulgar. “Essa é uma ferramente eficaz. É o terceiro olhar, o olhar do observador”, explicou.

“O jornalismo é muito chato, com poucas pessoas falando o que é política boa ou política ruim e agora há uma reação a partir da internet”, considerou enquanto passava um vídeo estrelado por Rafinha Bastos, que ensina como ser um repórter de sucesso de uma maneira cômica e irônica. Daí a fala de Gustavo quando diz que é importante ter sensibilidade nessa nova forma de praticar jornalismo, principalmente quando atrelada ao webativismo. “Estamos falando com amigos, com pessoas que sentem. Há um processo humanístico que precisa ser transposto para o jornal durão do século XX que ainda está entre nós.”

Mankind is no Island foi o penúltimo vídeo a ser exibido na salinha, que começava a se despedir, com promessas de manter contato criando uma lista de e-mails. Estavam todos visivelmente tocados pelo vídeo e por outro que o seguiu, Mineria a cielo abierto. “Webativismo é olhar para os problemas sociais e se utilizar das tecnologias”, finalizou o pesquisador que conseguiu, em apenas três horas, abrir e fechar questões que ainda servirão de tema para muitos outros debates.



Para dispositivos móveis, repórteres estão defasados


Domingo, 6 de novembro de 2011 – 15:47


Ao mesmo tempo, ética sofre com falta de apuração

por Marcelle Felix

Na sessão “Jornalismo digital e tecnologias móveis”, das Comunicações Coordenadas deste sábado, as apresentações apontaram para os problemas do repórter ao lidar com as inovações tecnológicas. “Eles resistem e não evoluem suas habilidades, porque não recebem mais por isso”, explicou Cláudia Quadros, professora do Programa de Mestrado em Comunicação e Linguagens da UTP.

Lia Seixas, professora de jornalismo da UFBA, ressaltou que a informação apresentada em dispositivos móveis, como celulares e tablets, exige uma mudança na forma de mostrar o conteúdo.  Os diferentes meios revelariam diferenças na linguagem, na forma de lidar com a memória e com o espaço. “O próprio hábito do consumidor de visitar o site gera mudanças na forma de apresentar o conteúdo”, explicou.

Já Fernando Firmino, professor da UEFB, afirmou que o foco do jornalismo não se direciona para a pesquisa prática do uso de tecnologias móveis, apesar de muitas vezes ser exigido no campo de trabalho. “Os jornalistas demoraram dez anos para descobrir como lidar com as notícias na internet. Agora quantos anos serão até se adaptarem à internet móvel?, questionou.

Firmino explicou que a rapidez do surgimento de novas tecnologias aumenta a possibilidade de defasagem de uma empresa. Para os jornalistas, aconteceria uma alteração na sua rotina. “Antes só era preciso papel, caneta e lápis para se fazer uma reportagem”, lembrou o professor.

De acordo com ele, apesar de haver uma variedade de materiais e meios de comunicação, ainda existem jornalistas que usam apenas caneta, lápis e papel. Segundo Firmino, existe um grupo de pessoas que começaram a exercer o jornalismo há muitos anos e agora não conseguem se adaptar. “O problema está no processo de formação, porque o jornalista identifica essa defasagem”, acrescentou.

Com relação à ética profissional em meio a tantas mudanças, a coordenadora da sessão e doutora pela UFBA, Luciana Mielniczuk, sublinhou que, com a rapidez do trânsito de informações, “é mais complicado verificar os fatos”.

 



Internet: causalidade histórica é perdida


Domingo, 6 de novembro de 2011 – 15:31


Organização dos arquivos, no entanto, poderia reverter o problema

por Raphaella Arrais

Na sessão 22 das Comunicações Livres, neste sábado, pesquisadores sublinharam a importância do jornalismo para memória. Para eles, a grande rede estaria falhando em colocar-se como um lugar de memória. A organização dos arquivos, porém, poderia ser uma solução.

Gabriela Nóra, doutoranda na UFRJ, criticou a hiper-segmentação do jornalismo online. A contextualização das notícias fica por conta apenas dos links anexados às matérias que, segundo ela, não dão conta de proporcionar uma visão geral das situações. “A causalidade histórica está sendo perdida”, afirmou. Ela explicou que, com o jornalismo impresso, as pessoas tinha acesso a vários tipos de conteúdo diferentes no mesmo meio. “Antes abríamos o jornal e acabávamos, mesmo que involuntariamente, lendo vários tipos de notícias. Agora é só assinar um RSS feed e você só recebe informações sobre o que você quer”, concluiu. É nesse ponto que se perderiam as trocas, já que as pessoas focariam apenas nos seus interesses e esqueceriam do resto.

Segundo Gabriela, as novas tecnologias trazem instabilidade, já que tudo acontece de forma muito rápida e fragmentada. Entretanto, elas também dariam a sensação de estabilidade, por seu poder de armazenamento. “As pessoas vivem dizendo que suas vidas estão nos seus pen drives. É a era da aceleração e da memória arquivista”, completou. Ela defendeu a criação de narrativas densas. “Seja pelo jornalismo impresso ou virtual, a mídia tem o papel de guardar a memória”, defendeu.

Allysson Viana Martins, da UFBA, acredita que, se fosse feito de forma organizada e coerente, o arquivamento de dados poderia ser útil tanto para o produtor da informação quanto para o consumidor. “Não adianta ter os arquivos e não saber como organizá-los e usá-los na nossa produção”, apontou. Ele afirmou que, mesmo com o espaço ilimitado da internet, muitas notícias e informações acabam se perdendo: as pessoas não vão em busca delas e, consequentemente, o conteúdo fica inutilizado.



Uma equipe pequena para uma programação imensa


S´bado, 5 de novembro de 2011 – 21:28


Alunos da UFRJ se desdobram em sua primeira cobertura jornalística

por Carolina Carvalho

Eram oito da manhã do primeiro dia de congresso quando quatro estudantes de Comunicação da UFRJ visivelmente aflitas se encontraram na entrada do campus. Faltava ainda uma hora para o início do Encontro de Jovens Pesquisadores, primeiro acontecimento da programação da SBPJor, mas elas queriam discutir sobre o que estava por vir, numa tentativa de atenuar a insegurança.

“Eu estava nervosa, com medo de fazer alguma coisa errada e comprometer o trabalho”, contou Marcelle Felix, sorrindo, ao lembrar da cena. “Sabia que a minha presença iria fazer diferença. E se acontecesse alguma coisa e eu faltasse, como seria? É muita responsabilidade.”

Foi com essa vontade de acertar que as alunas se despediram quase uma hora depois, desejando sorte umas às outras, indo em direção às salas onde aconteceriam as apresentações. Ao contrário da maioria das pessoas que andavam pelos corredores, elas não iriam expor seus projetos de pesquisa. Na verdade, o que as preocupava era sua primeira participação em uma cobertura jornalística – para piorar, em tempo real.

O grupo contava ao todo com oito alunos, que produziram, ao longo dos três dias de evento, matérias para o site do encontro – além de cobrir ao vivo, no twitter oficial da SBPJor, as principais mesas e painéis. A preparação começou bem antes, ainda em setembro, quando os repórteres passaram por uma preparação que durou vinte horas, distribuídas em várias semanas. A oficina foi ministrada por Ricardo Cabral, estudante de jornalismo da UFRJ e bolsista do PET-ECO, núcleo que apoiou a organização da SBPJor. Mais experiente que os recém-chegados à universidade – todos alunos do primeiro ou do segundo período –, ele não só os ajudou na tarefa de entender os moldes do texto jornalístico, como os incentivou a debater a profissão.

“Foi muito bom. Antes eu não tinha noção de como se fazia uma cobertura”, contou Marina Lemos sobre as reuniões. “A gente escrevia, depois reescrevia, o Ricardo corrigia e dava sugestões. Serviu para praticar, porque a gente ainda não teve aulas sobre isso.”

Durante o congresso, em meio a muita correria correria, os repórteres cobriam as atividades e enviavam os textos a Ricardo, que editava e publicava a versão final na página do evento. Apesar do treinamento na oficina, o maior aprendizado veio com a prática. Afinal, ser jornalista é, também, saber trabalhar sob pressão e lidar com situações difíceis. Foi o que aconteceu com Gabriela Pantaleão e Raphaella Arrais na sexta-feira. As duas haviam se preparado para cobrir via twitter um dos painéis mais esperados, com o australiano Axel Bruns, quando descobriram que o auditório não tinha sinal de internet.

“Eu não sabia o que fazer”, desabafou Gabriela. “Tentamos ligar para o celular do Ricardo, mas descobrimos que o número estava errado na folha de contatos que recebemos.” Correram, então, para a CPM, onde o Painel estaria sendo exibido ao vivo, mas a transmissão começou com alguns minutos de atraso. Conclusão: a parte inicial da apresentação não entrou na cobertura.

Para Nathalia Levy, aluna do segundo período, os três dias de evento também foram atribulados. Logo no primeiro dia, ela cobriu apresentações pela manhã e pela tarde, apressando-se para escrever as matérias no horário do almoço. Acabou deixando de comer. “Tive que terminar de escrever à noite”, disse. “As matérias ficaram prontas às duas da manhã.”

Mas se as dificuldades serviram de aprendizado profissional, contorná-las foi o suficiente para aumentar a autoestima dos participantes. E só o fato de cobrir o evento já foi a recompensa. “Passei a gostar ainda mais de jornalismo”, revelou Marcelle. “A experiência me deu mais vontade de continuar.”



Clique demorado


S´bado, 5 de novembro de 2011 – 21:00


Na oficina de fotografia, alunos tiram fotos com latinhas

por Marina Lemos

foto: Nathalia Levy

Quem passava em frente à CPM no sábado à tarde, via um grupo de onze estudantes desconfiados, cada um com uma latinha de alumínio na mão. Se resolvesse passar mais um tempo observando o grupo, o passante veria as pessoas se espalhando e analisando portas, janelas e árvores, para depois colocarem as latinhas apoiadas em alguma superfície. Logo, ficavam ali, parados, como que esperando algo mágico acontecer enquanto cantarolavam. Mas o que certamente esse observador não veria seria a série de fotografias que resultaram do ritual. A oficina “Por um projeto foto-político de intervenção na cidade” deixou, além de um amontoado de retratos diferentes da UFRJ, uma porção de reflexões aos estudantes.

Logo no primeiro dia, a sexta-feira, o professor da UFRJ e da UFF Dante Gastaldoni apresentou os objetivos da oficina. “Queremos mostrar um pouco da Escola de Fotógrafos Popular da Maré e fazer vocês verem outro lado da fotografia”, declarou misterioso. A escola, fundada em 2004 por iniciativa de João Roberto Ripper tinha um objetivo bem traçado: dar ao morador da favela o conhecimento e o material necessário para que ele retratasse sua própria realidade, de um modo diferente da imagem das favelas que vemos diariamente na grande mídia.

O curso passou por períodos difíceis. Em vários momentos, faltou patrocínio. Mas muitos de seus alunos – em média trinta por ano – se tornarem excelentes fotógrafos e tiveram seus trabalhos reconhecidos na imprensa e em exposições internacionais. “Às vezes a gente está tão acostumado com a nossa realidade que não percebemos o quão impressionante uma foto da favela pode ser para alguém que mora em Londres”, contou Léo Lima, um dos antigos alunos da escola e monitor da oficina.

Léo faz parte do Favela em Foto, grupo formado em 2009 por ex-alunos da escola que perceberam a pequena quantidade de material sobre as favelas cariocas vindo da própria favela. A partir de plataformas multimídias, o grupo tenta retratar em seu blog o dia a dia dos moradores de favelas do Rio de Janeiro.

No segundo dia, os alunos aprenderam a tirar fotos em pinhole. As latas de leite em pó e achocolatado trazidas pelos alunos passaram por um processo que incluía cobrir seus interiores com cartolina preta e furar sua superfície com uma pequena agulha, para logo ganharem o status de camêras fotográficas. “Nunca pensei que um dia estaria tirando uma foto com uma lata”, exclamou Anna Frangipani, aluna da UFRJ. Depois de prontas as câmeras, os estudantes partiram para explorar o campus da universidade para tentar captar alguma imagem marcante. “O difícil do processo é que nós não podemos deixar o orifício por onde entra a luz aberto tempo de mais, nem de menos”, desabafou Mariana Andrade, também da UFRJ. Para controlar a exposição, Dante lhes aconselhou a cantarolar alguns “tralalás” – mas o resultado nem sempre era preciso.

Os estudantes também acompanharam o processo de revelação no laboratório de fotografia da faculdade. Apesar de muitas saírem escuras ou claras demais, várias ficaram boas. Entre cotoveladas e gritos de euforia ao verem suas fotos aparecerem gradualmente no papel encharcado pela química, ou alunos receberam seus certificados e um convite: que continuassem, afinal, fotografando com suas latinhas – e cantarolando.

 



Congressistas se apertam nas salas mas aprovam organização


S´bado, 5 de novembro de 2011 – 18:13


Infra-estrutura da UFRJ recebe críticas, mas produção é elogiada

por Gabriela Pantaleão

foto: Mathilde Molla

Em um recorde na história do encontro, a quantidade de estudantes e acadêmicos que estiveram presentes nos três dias da SBPJor no campus da Praia Vermelha da UFRJ superou as expectativas da organização. Apesar de bem organizado, no entanto, nem tudo agradou. Salas apertadas e a falta de internet em alguns pontos do campus foram as principais reclamações.

Raquel Recuero, da UCPel, foi coordenadora de mesa das Coordenações Coordenadas e contou que a sala 120, que recebeu o debate, comportava apenas metade dos presentes. A sessão acabou amontoada. “Era impossível se deslocar dentro da sala e uma vez que você estava lá dentro não poderia mais sair”, ressaltou.

O jornalista Marcelo Sousa, da UFG, também não teve boas experiências com as salas. Ele passou mal devido à grande quantidade de pessoas e ao calor, e reclamou da falta de cadeiras no auditório do CFCH, onde teve que ficar em pé durante a apresentação de um dos painéis.

Já os estudantes mineiros, da UFV, Janaina de Oliveira e Rafael Fialho, notaram a falta de bebedores e lixeiras no campus. Para jogar qualquer coisa no lixo, era preciso procurar uma lixeira, a maioria delas em locais escondidos. Além disso, Janaina e Rafael disseram que não encontraram sequer um bebedouro funcionando, o que não deveria acontecer dentro de nenhuma universidade.

Muitos também reclamaram da falta de internet wireless no auditório do CFCH, onde aconteceram as principais palestras e o público presente era intenso. Era possível ver congressistas tentando uma conexão, mas somente aquelas que tinham internet própria, via 3G, conseguiam conexão.

Mas o encontro também recebeu elogios. Allyson Viana Martins, mestrando em comunicação pela UFBA, disse que é a segunda vez que participa de um evento no campus da Praia Vermelha, e que achou a organização bem melhor dessa vez. “Estava tudo bem sinalizado, só gostaria que tivesse uma sala onde oferecessem computadores para uso dos congressitas, já que muitos vêm de fora”, aconselhou Alysson, que veio especialmente para apresentar seu trabalho.

Thales Vilela Lelo, estudante do curso de jornalismo da UFRP, também elogiou bastante a organização e o pessoal. “Achei tudo muito bem sinalizado e localizado”, disse. “Afinal, se a UFRJ não está preparada para receber um evento desse porte, quem está?” Os alunos da UFRJ também se surpreenderam com a decoração do Laguinho, que foi iluminado com luzes do curso de direção teatral. Muitos consideraram “linda” e até “incrível”.

A responsável pela coordenação de produção, Aline Portilho, parecia satisfeita com a repercussão do evento. “Achei uma experiência muito interessante, e fiquei surpresa com o comprometimento dos alunos, professores e funcionários voluntários”, contou. Para que tudo fosse bem organizado, foi criado um laboratório de Produção Cultural e houve intensa participação dos alunos. Segundo Aline, as expectativas foram superadas e o nível de problemas foi baixo em relação ao esperado.