Congressistas se apertam nas salas mas aprovam organização



Infra-estrutura da UFRJ recebe críticas, mas produção é elogiada

por Gabriela Pantaleão

foto: Mathilde Molla

Em um recorde na história do encontro, a quantidade de estudantes e acadêmicos que estiveram presentes nos três dias da SBPJor no campus da Praia Vermelha da UFRJ superou as expectativas da organização. Apesar de bem organizado, no entanto, nem tudo agradou. Salas apertadas e a falta de internet em alguns pontos do campus foram as principais reclamações.

Raquel Recuero, da UCPel, foi coordenadora de mesa das Coordenações Coordenadas e contou que a sala 120, que recebeu o debate, comportava apenas metade dos presentes. A sessão acabou amontoada. “Era impossível se deslocar dentro da sala e uma vez que você estava lá dentro não poderia mais sair”, ressaltou.

O jornalista Marcelo Sousa, da UFG, também não teve boas experiências com as salas. Ele passou mal devido à grande quantidade de pessoas e ao calor, e reclamou da falta de cadeiras no auditório do CFCH, onde teve que ficar em pé durante a apresentação de um dos painéis.

Já os estudantes mineiros, da UFV, Janaina de Oliveira e Rafael Fialho, notaram a falta de bebedores e lixeiras no campus. Para jogar qualquer coisa no lixo, era preciso procurar uma lixeira, a maioria delas em locais escondidos. Além disso, Janaina e Rafael disseram que não encontraram sequer um bebedouro funcionando, o que não deveria acontecer dentro de nenhuma universidade.

Muitos também reclamaram da falta de internet wireless no auditório do CFCH, onde aconteceram as principais palestras e o público presente era intenso. Era possível ver congressistas tentando uma conexão, mas somente aquelas que tinham internet própria, via 3G, conseguiam conexão.

Mas o encontro também recebeu elogios. Allyson Viana Martins, mestrando em comunicação pela UFBA, disse que é a segunda vez que participa de um evento no campus da Praia Vermelha, e que achou a organização bem melhor dessa vez. “Estava tudo bem sinalizado, só gostaria que tivesse uma sala onde oferecessem computadores para uso dos congressitas, já que muitos vêm de fora”, aconselhou Alysson, que veio especialmente para apresentar seu trabalho.

Thales Vilela Lelo, estudante do curso de jornalismo da UFRP, também elogiou bastante a organização e o pessoal. “Achei tudo muito bem sinalizado e localizado”, disse. “Afinal, se a UFRJ não está preparada para receber um evento desse porte, quem está?” Os alunos da UFRJ também se surpreenderam com a decoração do Laguinho, que foi iluminado com luzes do curso de direção teatral. Muitos consideraram “linda” e até “incrível”.

A responsável pela coordenação de produção, Aline Portilho, parecia satisfeita com a repercussão do evento. “Achei uma experiência muito interessante, e fiquei surpresa com o comprometimento dos alunos, professores e funcionários voluntários”, contou. Para que tudo fosse bem organizado, foi criado um laboratório de Produção Cultural e houve intensa participação dos alunos. Segundo Aline, as expectativas foram superadas e o nível de problemas foi baixo em relação ao esperado.